Um tiro retrô volta para a segunda rodada
Warhammer 40,000: Boltgun 2 foi lançado em 14 de outubro de 2026 e já reuniu um conjunto consistente de análises. Sequência direta do primeiro Boltgun, o jogo é um FPS single-player no estilo dos tiros dos anos 1990, desenvolvido pela Auroch Digital e publicado pela Big Fan Games, selo da Devolver Digital. A trilha tem assinatura de Mick Gordon, conhecido pelo trabalho em DOOM e DOOM Eternal.
Segundo a Wikipédia, o jogo saiu para PlayStation 5, Windows e Xbox Series X/S; a versão para Nintendo Switch 2 aparece sem data. O anúncio havia sido feito pela Big Fan Games em 22 de maio de 2025. O site GameDaily informa que o preço de lançamento é de US$ 24,99.
O que dizem os agregadores
O Metacritic marca 81, na faixa de avaliações “geralmente favoráveis”, sem nenhuma crítica negativa, de acordo com o GameDaily. Na versão de PC, são 15 análises: 14 positivas e uma mista. A versão de PS5 tinha, na data da reportagem, 76 pontos, mas com apenas quatro análises.
Entre as notas individuais citadas pelo GameDaily estão:
- Reloader: 95
- Gaming Trend: 90
- DualShockers: 85
- Finger Guns (PS5): 9/10
- The Wand Report: 8/10
Outros veículos publicaram avaliações na mesma faixa: o GameSpew deu 8/10, o GamingBolt também deu 8/10 e o Niche Gamer atribuiu 8,5. No Steam, a reportagem registra 232 avaliações positivas em 248 no momento da apuração, o que equivale ao selo “Muito positivas”.
Nyra Veyrath, a novidade da vez
A principal novidade é a segunda personagem jogável. Ao lado do veterano Malum Caedo, que retorna do primeiro jogo, entra a Irmã de Batalha Nyra Veyrath. Ela é mais ágil, tem armadura-base maior e conta com um deslize que permite se reposicionar e atirar rapidamente. Segundo o GamingBolt, é possível desacelerar o tempo ao pular no meio do deslize.
Para a crítica, a mudança funciona. O Finger Guns considerou Nyra uma protagonista mais interessante que Malum, e o Smashpad destacou que o deslize rápido e o tiro aéreo mantêm o jogo fresco.
Fases, caminhos e chefes
A estrutura segue a fórmula clássica dos boomer shooters: achar chaves, abrir portas, enfrentar hordas e chegar à saída. O GamingBolt afirma que o ciclo raramente parece artificial. Matar inimigos recompõe vida e armadura, de modo que sobreviver depende de agressividade.
Algumas diferenças em relação ao original aparecem nos relatos:
- Campanha ramificada: há caminhos alternativos, missões opcionais e segredos. O GameSpew observa que nem todas as fases são vistas em uma única jogatina, e o Smashpad aponta que escolhas entre regiões impedem completar toda a campanha em uma só partida.
- Ambientes variados: o Finger Guns cita desde selvas ligadas a Nurgle até o Underhive, e o Gaming Trend fala em fases mais amplas e destrutíveis.
- Chefes: o Gaming Trend diz que os chefes estão mais variados, e a navegação ganhou um guia opcional de objetivos.
- Sistema de resistência: o GameSpew registra que o sistema de toughness do primeiro jogo foi removido, o que torna o combate mais acessível.
O arsenal divide opiniões
Se há um ponto em que os textos convergem na crítica, é o arsenal. O Gaming Trend afirma que o de Nyra soa repetitivo, com três bólteres parecidos e quatro armas baseadas em calor, e o Smashpad faz o mesmo reparo, lembrando que o conjunto de Malum quase não mudou. Segundo o GamingBolt, o personagem recebe apenas uma arma nova, o Frag Cannon, e perde o Vengeance Launcher.
Outros incômodos citados:
- Inimigos: o Smashpad diz que a inteligência artificial se limita a enxames, sem tática. O GamingBolt considera que alguns adversários exigem tiros demais.
- Ritmo: o The Wand Report aponta um longo trecho sem armas novas, seguido por uma enxurrada no fim.
- Legibilidade: o Gaming Trend diz que remover os números de força e resistência dificulta a leitura de alguns confrontos.
- Música: o GamingBolt e o Niche Gamer elogiam o tema da batalha final, composto por Gordon, mas afirmam que o restante da trilha passa quase despercebido.
Reação dos jogadores
As críticas negativas no Steam, segundo o GameDaily, citam quedas de quadros nas fases de Nurgle, um problema de progressão em uma das fases, a falta de configurações de HUD e de mira presentes no primeiro jogo e a sensação de que a sequência é parecida demais com o original para o preço.
Vale a pena?
O balanço da imprensa especializada aponta um jogo que corrige as maiores fraquezas do primeiro título, com melhor navegação, chefes e design de fases, além de uma segunda heroína que joga de forma diferente. O que segura as notas na casa dos 80 é o arsenal repetitivo, a IA básica dos inimigos e o ritmo irregular. Para quem gosta de tiros acelerados e da estética do universo Warhammer 40,000, o consenso é de uma sequência sólida e mais ambiciosa que a original.
Não encontramos, nas fontes consultadas, a duração da campanha nem um preço em reais; confira os valores na loja da sua plataforma.