Orbitals: Exclusivo do Switch 2 Feito por Ex-Diretor da Hazelight Estreia com Nota 81
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Orbitals: Exclusivo do Switch 2 Feito por Ex-Diretor da Hazelight Estreia com Nota 81

Primeiro jogo de Jakob Lundgren fora da Hazelight, Orbitals aposta em cooperativo assimétrico com visual de anime dos anos 90 e chegou ao Nintendo Switch 2 com recepção sólida da crítica.

Editor

Um Estreante com Currículo de Peso

Orbitals chegou ao Nintendo Switch 2 em 3 de setembro de 2026 como um dos exclusivos mais aguardados do console neste ano, e por um motivo específico: é o primeiro jogo assinado por Jakob Lundgren desde que ele deixou a Hazelight Studios, estúdio sueco por trás de sucessos cooperativos como A Way Out, It Takes Two e Split Fiction. Desenvolvido pela Shapefarm, estúdio sediado em Tóquio, e publicado pela Kepler Interactive, o jogo chega com a missão de provar que a fórmula do cooperativo assimétrico pode funcionar fora do guarda-chuva da Hazelight.

De Que Se Trata Orbitals

A história acompanha Maki, uma jovem mecânica determinada, e Omura, cartógrafo silencioso e amigo de infância dela. Os dois exploradores inexperientes partem em uma missão desesperada por um campo de asteroides desconhecido para buscar ajuda: o assentamento onde vivem está isolado há 15 anos por um evento cósmico sobrenatural, e a estação está se desfazendo aos poucos. O objetivo dos jogadores é navegar por campos de asteroides, descobrir estações abandonadas e cooperar sob pressão para salvar quem os dois personagens amam.

Jogável tanto em tela dividida local quanto online, Orbitals também traz um recurso pensado para ampliar o alcance do cooperativo: o Orbitals Global Friend’s Pass, aplicativo gratuito que permite que um amigo baixe e jogue a aventura completa sem precisar comprar uma cópia própria, desde que o dono original do jogo envie o convite — mecânica que segue o modelo já popularizado por jogos cooperativos anteriores no mercado.

Estética Anime Como Carta na Manga

O visual é um dos pontos mais elogiados pela crítica: Orbitals aposta em uma estética inspirada nos animes dos anos 1980 e 1990, com cinemáticas desenhadas à mão em parceria com o Studio Massket. O diretor de storyboard Hidetoshi Yoshida ajudou a garantir autenticidade ao estilo, enquanto o diretor de arte Johannes Varmedal desenvolveu um pipeline de renderização personalizado para sustentar essa estética estilizada dentro do jogo.

Recepção da Crítica

As notas colocam Orbitals entre os exclusivos mais bem avaliados do Switch 2 neste ano:

AgregadorNota
Metacritic81 (“Generally Favorable”)
OpenCritic84

No Metacritic, a nota é resultado de 83 críticas profissionais, com 71 avaliações positivas e 12 mistas, e nenhuma negativa — o equivalente a 86% de aprovação entre a imprensa especializada. No OpenCritic, 95% dos críticos recomendam o jogo. Entre os usuários do Metacritic, a média chegou a 8,4, com 81% de avaliações positivas em 134 votos.

O Que Foi Elogiado e o Que Foi Criticado

  • Pontos altos: o visual retrô de anime, descrito por veículos como uma experiência de “aventura de sábado de manhã”; os quebra-cabeças ambientais que exigem comunicação real entre os dois jogadores; e o carisma dos protagonistas Maki e Omura.
  • Pontos baixos: comparações inevitáveis — e por vezes desfavoráveis — com o trabalho anterior de Lundgren na Hazelight, além de relatos de que a campanha é relativamente curta e deixa o jogador com vontade de mais conteúdo.

Quanto Custa

Orbitals é vendido por US$ 39,99 na versão digital e US$ 49,99 nas versões física e deluxe, exclusivamente para Nintendo Switch 2.

Por Que Vale Acompanhar

Orbitals é um retrato interessante de um fenômeno recorrente na indústria de games: profissionais que se destacaram dentro de grandes estúdios decidem testar suas próprias ideias fora deles, levando consigo know-how específico — no caso de Lundgren, anos de experiência desenhando experiências cooperativas de sucesso. O resultado não é unânime, mas a nota 81 no Metacritic e a recomendação de 95% dos críticos no OpenCritic mostram que a aposta em uma nova dupla de protagonistas, um visual autoral inspirado em anime clássico e um sistema cooperativo acessível encontrou uma recepção sólida logo na estreia, consolidando o Switch 2 como plataforma cada vez mais relevante para experiências cooperativas exclusivas.