Sanji na cozinha, em pixel art
A franquia One Piece ganhou um jogo de um tipo pouco comum: um simulador de restaurante. One Piece: Grand Gourmet foi desenvolvido pela Kairosoft, estúdio conhecido pelos jogos de gerenciamento em pixel art, e publicado pela Bandai Namco Entertainment. A estreia aconteceu entre 22 e 23 de outubro de 2026, a depender do agregador: o OpenCritic registra o dia 22, e o Metacritic, o dia 23. Ele saiu para Nintendo Switch, Switch 2 e PC pela Steam; o Metacritic lista ainda uma versão para iOS.
Como é o jogo
O ponto de partida é conhecido de quem acompanha o mangá. Segundo a análise do site Gamers Heroes, o jogador é um novo cozinheiro que ajuda Sanji a tocar um restaurante a bordo do navio do bando. O objetivo é superar as vendas de restaurantes rivais e tirá-los da região. A maior parte dos Chapéus de Palha está espalhada, então é preciso encontrá-los enquanto o negócio cresce. A análise do MonsterVine descreve o enredo como uma releitura do arco em que impostores se passam por representantes do Baratie, com Luffy e Sanji enfrentando o falso bando do Chapéu de Palha.
A mecânica segue a fórmula clássica da Kairosoft. Em linhas gerais:
- o jogador administra o layout do restaurante, atrai clientes e escolhe os pratos servidos, e quanto maior o conforto das mesas, maior o ganho;
- os funcionários podem ser membros do bando ou clientes que gostam do jogador;
- cada refeição combina prato principal, acompanhamento, bebida e sobremesa, e novas receitas vêm de fãs e exigem ingredientes;
- áreas de entretenimento, como lojas, piscinas e aquários, rendem dinheiro extra e transformam visitantes em fãs;
- Luffy sai em missões com um minijogo de combate de rolagem automática e volta com presentes e ingredientes;
- quando os clientes estão satisfeitos o bastante, uma batalha culinária libera uma nova área.
A complexidade cresce à medida que mais integrantes do bando entram na equipe, cada um trazendo recursos novos. O elenco vai de vilões e aliados famosos a figuras obscuras, como lojistas de Loguetown, todos em sprites pequenos. O MonsterVine elogia o tom dos diálogos e a pixel art por serem fiéis ao mangá de Eiichiro Oda.
As notas
Até a consulta feita neste sábado, os agregadores mostravam um jogo bem recebido, mas sem unanimidade:
| Agregador | Resultado |
|---|---|
| Metacritic | 72 (Mixed or Average), com 17 críticas: 9 positivas e 8 mistas, nenhuma negativa |
| OpenCritic | Média 80 (Strong), 14 críticos, 64% recomendam |
Os números mudam à medida que chegam novas análises. Entre as notas individuais:
| Veículo | Nota |
|---|---|
| MonsterVine | 90 (4,5 de 5) |
| Gamers Heroes | 85 |
| Pocket Tactics | 80 |
| Cubed3 | 8 de 10 |
| Manual dos Games | 8 de 10 |
| TheSixthAxis | 7 de 10 |
| IGN Benelux | 50 |
A distância entre 90 e 50 resume o debate. A IGN Benelux afirma que o apelo do jogo repousa sobretudo na ligação com a franquia e que o jogo em si não é tão bom. No outro extremo, o MonsterVine diz que a Kairosoft entende o que torna um simulador divertido. O Pocket Tactics define o título como um simulador de restaurante divertido para todos, e não só para fãs de One Piece.
O que incomoda
As críticas se repetem entre as análises. O Gamers Heroes aponta excesso de notificações, que poluem a tela nos momentos mais cheios, uma única velocidade de jogo e uma câmera que não se move, o que limita a colocação e a rotação de objetos. O MonsterVine registra pequenos erros de localização, como pronomes trocados e deslizes gramaticais, perceptíveis mas pouco irritantes.
O Gamers Heroes fecha a análise chamando o jogo de uma boa pausa entre os grandes lançamentos da temporada.
Preço e plataformas
O MonsterVine, que jogou no Switch 2, informa o preço de lançamento de 20 dólares. Não encontramos nas fontes consultadas o valor em reais nem a disponibilidade nas lojas brasileiras, então vale conferir a eShop e a Steam antes de comprar. O Gamers Heroes testou a versão de PC.
Vale a pena?
Para quem gosta de One Piece e já conhece a linha da Kairosoft, o consenso é favorável: os críticos mais animados falam em jogo acolhedor, com um ciclo de gerenciamento que se mantém satisfatório sem sobrecarregar. Para quem não tem apego pela série, as notas intermediárias sugerem que o jogo não reinventa o gênero e depende bastante do carinho pelo material de origem.
A média de 72 no Metacritic o coloca longe dos grandes sucessos de crítica do mês, mas a de 80 no OpenCritic indica um jogo sólido dentro da proposta. Como a base de análises ainda é pequena, a tendência é de oscilação nos próximos dias.