Balaclava Fest Dobra de Tamanho e Chega à 16ª Edição com Dois Dias em São Paulo
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Balaclava Fest Dobra de Tamanho e Chega à 16ª Edição com Dois Dias em São Paulo

Nos dias 26 e 27 de setembro, o festival indie ocupa o Tokio Marine Hall pela primeira vez em formato de dois dias, com DIIV, Beach Fossils, Wednesday e Blonde Redhead entre as 16 atrações.

Editor

Onze Anos Depois, o Maior Formato da História

O Balaclava Fest chega à sua 16ª edição nos dias 26 e 27 de setembro, e pela primeira vez em sua história o festival se estende por dois dias completos. O evento ocupa o Tokio Marine Hall, na Zona Sul de São Paulo, com capacidade para 4 mil pessoas e dois palcos funcionando em horários não conflitantes — ao todo, 16 atrações nacionais e internacionais, divididas em oito shows por dia.

Criado em 2015 pela Balaclava Records, gravadora, produtora de shows e agência de gestão de artistas fundada em 2012 em São Paulo, o festival já passou por 15 edições anteriores, recebendo nomes de peso da música independente mundial como Stereolab, Yo La Tengo, Dinosaur Jr., Slowdive e Fleet Foxes.

Line-up Dividido em Dois Dias

A programação de sábado, 26 de setembro, reúne Blonde Redhead, Dry Cleaning, Pedro The Lion, bar italia, Wishy, Liv.e, Sharp Pins e Ludovic.

Já domingo, 27 de setembro, é a vez de DIIV, Beach Fossils, Wednesday, High Vis, Sudan Archives, Winona Riders, Adorável Clichê e Budang subirem aos dois palcos do Tokio Marine Hall.

DIIV Traz Show Exclusivo com Material Inédito

Um dos destaques anunciados é a apresentação do DIIV, banda de shoegaze e dream pop americana, que fará um show imersivo e inédito no Brasil, com direito a material do próximo álbum da banda, ZIRP!, com lançamento previsto para 30 de outubro — ou seja, o público paulistano terá a chance de ouvir ao vivo canções ainda não lançadas oficialmente.

Serviço

  • Datas: 26 e 27 de setembro de 2026 (sábado e domingo)
  • Local: Tokio Marine Hall — Rua Bragança Paulista, 1281, Várzea de Baixo, São Paulo
  • Acesso: próximo à estação João Dias, da Linha 9-Esmeralda da CPTM
  • Horários: portões às 15h, encerramento às 23h
  • Classificação etária: 16 anos
  • Ingressos: disponíveis na plataforma Ingresse, com opções de pista, camarote e cadeiras elevadas, além do “Balaclava Combo”, passaporte para os dois dias com entrada prioritária e cupons de desconto
  • Venda física sem taxa de conveniência: Takkø Café, Rua Major Sertório, 553, Vila Buarque

Um Selo Que Também É Vitrine

Além de shows, a Balaclava Records atua como gravadora e agência de gestão de artistas, funcionando como uma das principais plataformas de música independente e alternativa da América do Sul. O festival funciona, historicamente, como uma extensão dessa atuação: um espaço para apresentar ao público paulistano tanto nomes internacionais consagrados quanto artistas nacionais que dialogam com a mesma cena.

Nesta edição, a presença de atos brasileiros como Adorável Clichê e Budang ao lado de nomes internacionais como Beach Fossils e Wednesday reforça essa proposta de cruzamento entre cena local e circuito indie global — uma característica que acompanha o festival desde suas primeiras edições, mas que ganha mais espaço agora, com o formato estendido para dois dias.

Por Que Vale Acompanhar

A expansão para dois dias marca um ponto de virada para um dos festivais de música independente mais longevos de São Paulo. Ao dobrar sua programação sem abrir mão da curadoria que sempre caracterizou o evento, o Balaclava Fest aposta na consolidação de um público fiel à cena indie e shoegaze, ao mesmo tempo em que testa sua capacidade de crescer em escala. A presença de bandas em ascensão internacional como Wednesday, ao lado de veteranas como Blonde Redhead, mostra a disposição da curadoria em equilibrar geração e tradição — um equilíbrio que, se bem-sucedido neste novo formato de dois dias, tende a se repetir e se ampliar nas próximas edições do festival.

Para o público de São Paulo, a edição de 2026 também funciona como um termômetro de quanto a cidade consegue sustentar um evento indie de dois dias fora do calendário dos grandes festivais generalistas. Se o modelo se provar viável em termos de público e logística no Tokio Marine Hall, a tendência é que a Balaclava Records use essa experiência como base para negociar line-ups ainda maiores nas próximas edições, ampliando o alcance de uma cena que, até pouco tempo atrás, dependia quase exclusivamente de casas de show menores para trazer esse tipo de atração ao Brasil.