Sorkin Retorna ao Universo do Facebook
Mais de uma década depois de escrever o roteiro de A Rede Social, Aaron Sorkin volta a mirar a maior empresa de redes sociais do mundo. O Outro Lado das Redes (no original, The Social Reckoning) estreia nos cinemas brasileiros em 22 de outubro de 2026, uma quinta-feira, com distribuição da Sony Pictures. Desta vez, Sorkin acumula as funções de diretor e roteirista, e conta a história de quem decidiu abrir os documentos internos do Facebook.
O filme tem 1h52 de duração, segundo o AdoroCinema, e já passou pelos cinemas de outros países: foi exibido em Londres em 29 de setembro e chegou aos Estados Unidos em 9 de outubro, de acordo com a Wikipedia.
Quem Está no Elenco
Mikey Madison interpreta Frances Haugen, a ex-funcionária do Facebook que se tornou a principal fonte dos vazamentos de 2021. Jeremy Allen White vive Jeff Horwitz, o repórter do The Wall Street Journal que recebeu o material, e Jeremy Strong assume o papel de Mark Zuckerberg, personagem que Jesse Eisenberg interpretou no filme de 2010.
O elenco de apoio, de acordo com a Wikipedia, inclui Wunmi Mosaku como Raya, especialista em gestão de crises, Bill Burr como Charlie Garrigan, Billy Magnussen como Teddy Marks e Betty Gilpin como Kris, chefe da sucursal do jornal. As filmagens aconteceram em Vancouver, entre 22 de outubro e 9 de dezembro de 2025.
A História Real por Trás do Roteiro
O filme dramatiza o vazamento de documentos internos do Facebook em 2021. Frances Haugen entrou na empresa em 2019 para trabalhar na equipe de integridade cívica, motivada por preocupações com a desinformação. Deixou a companhia em maio de 2021, depois que a empresa desfez essa equipe, após as eleições de 2020.
A partir de setembro de 2021, o The Wall Street Journal passou a publicar a série Facebook Files, baseada nos documentos que ela reuniu. Os textos tratavam do impacto dos algoritmos, da segurança de jovens e da desinformação. Em 3 de outubro de 2021, Haugen revelou sua identidade em entrevista ao programa 60 Minutes, e em 5 de outubro depôs no Senado americano. Ela também apresentou ao menos oito denúncias à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, sustentando que o Facebook priorizava lucro em detrimento da segurança do público e que teria induzido investidores ao erro.
Segundo a Wikipedia, a narrativa do filme se estende de 2019 a 2021 e inclui o desmonte da equipe de integridade cívica e o depoimento de Zuckerberg ao Senado sobre o ataque ao Capitólio de 6 de janeiro.
A Sombra de A Rede Social
Comparar os dois filmes é inevitável. A Rede Social, dirigido por David Fincher e com roteiro de Sorkin, estreou nos Estados Unidos em 1º de outubro de 2010, arrecadou cerca de US$ 225 milhões no mundo e levou três Oscars: roteiro adaptado, trilha sonora original (Trent Reznor e Atticus Ross) e montagem.
A recepção do novo filme tem sido mais fria. Segundo a Wikipedia, ele soma 54% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 51 no Metacritic, o que indica críticas mistas. O AdoroCinema deu 3 de 5 e apontou que o longa fica à sombra do antecessor, descrevendo-o como atual, mas um tanto datado na abordagem do impacto social das redes.
Bilheteria e Orçamento
Nos Estados Unidos, a estreia rendeu cerca de US$ 5 milhões, e a arrecadação total chegou a aproximadamente US$ 10 milhões, conforme a Wikipedia. O orçamento está estimado entre US$ 30 milhões e US$ 42 milhões, uma faixa ampla que reflete a ausência de um número oficial.
Esses valores são um retrato do momento e podem mudar nas próximas semanas, conforme o filme avance para outros mercados, como o brasileiro.
O Que Esperar na Estreia Brasileira
Para o público brasileiro, o filme é a chance de ver na tela grande uma história que rendeu manchetes em todo o mundo em 2021. O desfecho dos fatos já é público, então o interesse está no olhar de Sorkin sobre eles, ainda que a crítica internacional não o tenha considerado à altura do precedente de 2010.
O Outro Lado das Redes estreia em 22 de outubro. Quem quiser se preparar pode rever A Rede Social antes da sessão e comparar como o mesmo cineasta enxerga a empresa nos dois momentos: na ascensão, em 2010, e na prestação de contas, retratada agora.