Mestre Zu: Documentário Sobre Zuenir Ventura Chega aos Cinemas Um Mês Após a Morte do Jornalista
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Mestre Zu: Documentário Sobre Zuenir Ventura Chega aos Cinemas Um Mês Após a Morte do Jornalista

Dirigido por Zelito Viana, o filme reúne jornalistas, familiares e amigos numa roda de lembranças sobre a trajetória de Zuenir Ventura, que morreu em 22 de setembro, aos 95 anos. A estreia é em 22 de outubro.

Editor

Uma Estreia Marcada pela Despedida

O documentário Mestre Zu chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira, 22 de outubro, pouco mais de um mês depois da morte de seu personagem principal. O jornalista, escritor e professor Zuenir Ventura morreu no Rio de Janeiro em 22 de setembro de 2026, aos 95 anos, segundo a Wikipédia e o texto de divulgação do filme. A direção é de Zelito Viana, e a produção é da Mapa Filmes do Brasil, que também distribui o longa, em parceria com a Bretz Filmes.

O filme tem 70 minutos e classificação indicativa de 12 anos, de acordo com a ficha da Cinemateca Brasileira. Antes do circuito comercial, ele passou pela 31ª edição do festival É Tudo Verdade, e a Cinemateca o exibiu na quinta-feira, 16 de abril, às 20h, na Sala Grande Otelo.

Como o Filme Foi Montado

Em vez de uma biografia cronológica tradicional, Mestre Zu aposta no formato de conversa. Num encontro na casa de Zelito Viana, jornalistas, familiares e amigos de Zuenir relembram episódios da vida dele: histórias de redação, bastidores da imprensa e discussões sobre sua obra literária. O retrato que emerge, segundo a Cinemateca, é o de um profissional cuja carreira se confunde com a história recente do Brasil.

A lista de depoentes divulgada pela produção é longa. Entre os nomes estão Ancelmo Gois, Caca Diegues, Fernando Gabeira, Míriam Leitão, Nelson Motta, Paulinho da Viola, Pedro Bial, William Bonner, Luís Fernando Veríssimo e Regina Zappa, além de Elisa Ventura e Mauro Ventura. A fotografia é de Walter Carvalho, e a trilha original, de Igor Lazier.

O Apelido e a Trajetória

O título vem do apelido pelo qual Zuenir era conhecido. De acordo com o material de divulgação, ele ganhou o nome de “Mestre Zu” pela forma como tratava colegas mais jovens e pares de profissão. O filme descreve o jornalista como um pilar do jornalismo brasileiro moderno e lembra que ele comandou grandes redações e revistas ao longo de mais de 60 anos de carreira.

A produção cita passagens por Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Globo, O Cruzeiro, Veja, Época e IstoÉ. Também revisita a juventude em Nova Friburgo, no interior do Rio, onde ele trabalhou como pintor, mensageiro de banco e balconista para pagar os estudos, e o papel da mãe na conquista de uma bolsa em um colégio salesiano. Depois, vieram a mudança para o Rio de Janeiro, o curso de Letras Neolatinas e o início no jornalismo.

O documentário aborda ainda dois momentos marcantes: o período em que Zuenir atuou como intérprete de João Goulart em Paris e a prisão sob a ditadura militar, após o AI-5, quando dividiu a cela com Hélio Pellegrino.

Um Autor de Livros de Reportagem

Fora das redações, Zuenir construiu uma obra que o filme usa como fio condutor. Entre os livros citados estão 1968: O Ano que Não Terminou, Cidade Partida, Inveja: Mal Secreto e Chico Mendes: Crime e Castigo. Segundo a Wikipédia, Cidade Partida, lançado pela Companhia das Letras em 1994, recebeu o Prêmio Jabuti em 1995, na categoria reportagem. A mesma fonte registra que ele integrou a equipe do Jornal do Brasil premiada com o Esso de Jornalismo em 1989 pela cobertura da investigação do assassinato de Chico Mendes.

Zuenir também ocupou a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras, para a qual tomou posse em 6 de março de 2015, sucedendo Ariano Suassuna. Deu aulas por mais de 40 anos na Escola de Comunicação da UFRJ e na Escola Superior de Desenho Industrial da Uerj.

Ficha Técnica

A produção reúne como coprodutores a GloboNews, a RioFilme, ligada à Prefeitura do Rio, e a NAV Audiovisual, da Prefeitura de Niterói. A produção executiva é de Vera de Paula, e a montagem final ficou a cargo de Ivan de Angelis e Magno Pinheiro. A divulgação aponta Mauro Ventura como consultor de roteiro.

Vale Ver?

Para quem acompanha jornalismo e cultura brasileira, o filme funciona como memória coletiva de uma geração de repórteres, escritores e artistas. A decisão de apostar em depoimentos e em imagens de arquivo, em vez de dramatização, dá ao filme um tom mais íntimo, de memória compartilhada. Como documentário de 70 minutos, o formato é enxuto, e a estreia tem peso extra por acontecer tão perto da morte de Zuenir.

Os horários e as salas variam por cidade. Quem quiser conferir a programação pode consultar os sites dos cinemas e do AdoroCinema, que lista o filme entre as estreias de 22 de outubro.

Resumo

  • Título: Mestre Zu
  • Direção: Zelito Viana
  • Duração: 70 minutos
  • Estreia: quinta-feira, 22 de outubro de 2026, nos cinemas
  • Produção e distribuição: Mapa Filmes do Brasil, com Bretz Filmes