Um filme de Araki chega às salas brasileiras
I Want Your Sex, novo longa do diretor Gregg Araki, estreou nos cinemas do Brasil na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, com distribuição da O2 Play. Araki, conhecido no país por títulos como Mistérios da Carne, Geração Maldita e Estrada para Lugar Nenhum, assina o filme com a roteirista Karley Sciortino. O longa é uma produção americana de 90 minutos, da Black Bear Pictures, e foi classificado como 18 anos pelo British Board of Film Classification. A classificação indicativa no Brasil não aparece nas fontes consultadas, então vale conferir antes de comprar o ingresso, já que o filme tem temas e cenas adultas.
O gênero é descrito pela imprensa como um thriller erótico com humor. A Wikipédia em inglês o chama de comédia de suspense erótica, e a Rolling Stone Brasil usa a expressão “thriller erótico de humor”.
A história
Elliot Bell (Cooper Hoffman), um jovem assistente de 23 anos, tímido, é contratado por Erika Tracy (Olivia Wilde), artista de performance renomada. Segundo a sinopse divulgada no Brasil, ela o escolhe como musa sexual, e o que começa como uma fantasia vira uma relação imprevisível, marcada por conflitos emocionais e disputas de controle. A sinopse cita ainda sexo, obsessão, poder, traição e assassinato entre os temas, e a narrativa é enquadrada por uma investigação policial.
O pano de fundo é o mercado de arte contemporânea. Segundo a Wikipédia, a trama passa por um trio que dá errado e por uma exposição em galeria que termina em escândalo público.
O elenco
Além da dupla central, o filme reúne:
- Charli XCX, como Minerva, namorada de Elliot, desinteressada dele;
- Mason Gooding, Chase Sui Wonders, Johnny Knoxville, Margaret Cho, Roxane Mesquida e Daveed Diggs.
Na divulgação brasileira, a Rolling Stone lembra que Wilde dirigiu e estrelou O Convite, que a revista descreve como um grande sucesso, e que ela vê pontos em comum entre os dois trabalhos, embora tratem de temas parecidos por ângulos bem diferentes. Hoffman, filho do ator Philip Seymour Hoffman, contou à Entertainment Weekly que tinha uma queda de infância por Wilde, de quando assistia à série House com o pai.
Como o filme foi feito
De acordo com a Wikipédia, o projeto foi noticiado em desenvolvimento em maio de 2024, com Wilde já ligada a ele. Hoffman, Charli XCX e a maior parte do elenco entraram entre agosto e novembro daquele ano. Araki e Sciortino inverteram os gêneros dos protagonistas do roteiro original. As filmagens principais aconteceram em Los Angeles, de 2 a 27 de outubro de 2024.
A trajetória até a estreia no Brasil
O caminho do filme até as salas brasileiras foi longo, e as datas, segundo a Wikipédia, são estas:
- 23 de janeiro de 2026: estreia mundial no Festival de Sundance.
- Fevereiro de 2026: a Magnolia Pictures compra os direitos nos Estados Unidos, em um acordo de sete dígitos.
- 31 de julho de 2026: lançamento nos cinemas americanos.
- 17 de agosto de 2026: estreia no Reino Unido, no festival de Edimburgo.
- 22 de outubro de 2026: estreia nos cinemas brasileiros.
Nos Estados Unidos, o filme arrecadou US$ 2,4 milhões, segundo a mesma página, valor que a página não compara com o orçamento, que não foi informado.
O que a crítica disse
No Rotten Tomatoes, a Wikipédia registra 92% de aprovação a partir de 165 resenhas, com nota média de 7,3 em 10. A distribuidora brasileira divulgou o mesmo índice de 92% e o selo Certified Fresh do agregador. No Metacritic, o filme tem média ponderada de 67 em 100, com base em 39 críticos, o que o site classifica como “geralmente favorável”.
Os números indicam boa recepção, sem unanimidade: uma média de 67 no Metacritic fica abaixo do que o Rotten Tomatoes, que mede a proporção de críticas positivas, sugere à primeira vista. Os textos de divulgação destacam o humor provocativo e o comentário sobre sexualidade e poder, associado à filmografia de Araki.
Vale ver?
Para quem acompanha o diretor, o filme é a chance de ver um novo título de Araki em cartaz no Brasil. Para o público que vai atrás dos nomes do elenco, a combinação de Olivia Wilde, Cooper Hoffman e Charli XCX é o principal atrativo. O tom, porém, é deliberadamente provocativo, e o interesse depende do quanto o espectador topa humor ácido e erotismo como parte da história.
Os números de crítica e a distância entre os dois agregadores sugerem um filme bem recebido, ainda que sem unanimidade. Quem se interessar deve consultar a classificação indicativa e os horários da sessão no cinema mais próximo.