A Casa dos Sonhos tinha tudo pra ser um ótimo filme. Bons atores, um bom enredo com reviravoltas e tudo mais, mas a sensação saindo do cinema foi de que faltou alguma coisa. Uma unidade pra historia.
Daniel Craig é Will Atenton, um editor que está largando uma alta posição no emprego em Manhattan pra passar mais tempo com a familia, sua esposa Libby (Rachel Weisz) e as filhas, em uma casa na cidadezinha pitoresca de New England, e assim começar a escrever seu livro.
Mas nem tudo sai como o esperado e a casa começa a mostrar que tem muitos segredos. Falando assim, você pode pensar que é só mais um filme de terror onde os espíritos dos antigos inquilinos, que se recusam a ir embora, tentam expulsar a nova família, mas é ai que o filme se mostra um pouco mais orignal que isso.
Will descobre que a 5 anos atrás houve um brutal assassinato na casa que eles acabaram de comprar. A mulher e as duas filhas foram mortas e o principal suspeito era o pai que sobreviveu e foi internado em um hospital psiquiátrico. Agora ele está solto novamente e parece querer voltar a sua antiga moradia.
Quando Will tenta investigar, ele não tem certeza se está começando a ver fantasmas ou se a trágica história está muito mais próxima do que ele imagina. Suas únicas pistas vêm de Ann Patterson (Naomi Watts), uma vizinha misteriosa que conhecia todas as vítimas.
Até ai o filme funciona, criando um clima de tensão e fazendo com que o público espere atrás de cada porta por um susto, mas acaba ai. Da metade pro final vira um dramalhão e o filme não convence, apesar da originalidade da historia, coisa que está em falta em Hollywood hoje em dia.
Assim, vá ao cinema sem esperar um filme de terror classico com muitos sustos e seres sobrenaturais. O enredo está mais pra um Amnésia que qualquer outra coisa.























